Março 12, 2006

não vem a propósito, mas...

... quando há uma sexta-feira 13, há sempre uma quinta-feira 12, uma quarta-feira 11, uma terça-feira 10, uma segunda-feira 9, um domingo 8, um sábado 7, uma sexta-feira 6, uma quinta-feira 5, uma quarta-feira 4, uma terça feira 3, uma segunda-feira 2 e um domingo 1.

Tremam, quando o mês de trabalho começar no dia de descanso do Senhor!

Março 8, 2006

asneiras

Notas preliminares:
1. Seleccionar os espaços em branco para ler a palavra escondida. Apenas aconselhável a pessoas não (muito) impressionáveis.
2. Não peço desculpa por nada.


Enquanto pensava noutro tema para este post, vieram-me à ideia pensamentos menos bons. Uma ou outra expressão vernácula empoleirou-se na ponta da língua. Poderia ter saído asneira. E, então, lembrei-me que há já algum tempo ando para escrever sobre a génese das ordinarices. Coisas badalhocas que se dizem e chocam as pessoas. Ora, pergunto-me, como pode uma palavra revoltar o estômago de alguém? Por que é que se convencionou que um determinado sub-conjunto de palavras são socialmente inaceitáveis? Vejamos um caso de merda, literalmente. Merda não tem qualquer valor intrínseco. Merda poderia designar amor. Amor poderia designar merda. Poderá argumentar-se que não está em causa a forma da palavra, mas sim o conteúdo, o seu significado. Bem, mas se tratamos de significados, esta, em concreto, até expressa o mesmo desagrado que outras expressões mais coloquiais. Então, por que não equipará-las? Por quê esta merda, pá? Por que é sinto um aperto na barriga e penso duas vezes antes de dizer caralho? Por que é que te sentes chocado? Por que é que não estavas à espera de ler isto? Somos ensinados desde pequenos a fechar a boca ou então dizer pirilau. Pixota já é mais pesado, mais ou menos meio caminho andado entre pila e mangalho. O adolescente mais rebelde anseia pela oportunidade de se referir ao pénis como picha sem a mãe saber. Por um lado, há a atracção pelo fruto proibido, pelo outro, há a recriminação social por se produzir uns sons com o aparelho vocal que só alguns humanos compreendem e associam ao mal. E por que é que as classes sociais mais baixas fazem maior uso de asneiras? Será por isso que o outro extremo se coíbe de dizer cona? Aproximá-los-ía mais dos pobres e desfavorecidos? Depois temos o caso de sucesso do blog O Meu Pipi. O eufemismo do título esconde a riqueza do conteúdo tão apreciado e procurado. Talvez o seja pelo humor, ou pelo desejo de ler muitas asneiras seguidas sem ter que as proferir, como que para libertar a necessidade reprimida de jorrar do âmago muitas badalhoquices juntas. Ou seja, as asneiras são convenções sociais. Um espírito aberto e esclarecido não deveria ter qualquer problema em ouvi-las ou proferi-las. Não que sejam necessárias. Ou talvez o sejam. Talvez necessitemos de produzir um arsenal também no vocabulário. Para nos atacarmos. Ou para nos rirmos. Puta que pariu toda a merda que não compreendo.

Notas finais:
1.
Just in case you wondered, até nem sou muito asneirento. Antes pelo contrário.
2. Vamos lá ver quem são os pudorentos por aqui ;)

Março 4, 2006

eu preocupo-me com a moda

Março 3, 2006

silmarillion

Imaginem que, por qualquer motivo, todas as cópias de livros religiosos desapareciam. Imaginem, também, que o clero se extinguia um pouco por toda a parte. E que, passado algum tempo, a tradição oral religiosa que conhecemos hoje se perdia.

Imaginem agora que alguém encontrava uma cópia do Lord of the Rings e, de forma análoga à interpretação de textos religiosos antigos sem comprovação histórica e científica, o levava à letra.

Leiam isto, e imaginem a nova religião que se espalharia.

Março 2, 2006

diz-me lá tu

Como pode alguém, em consciência, devotar-se a uma ideia de divino, quando em tudo o que o rodeia se não encontra uma única prova objectiva e irrefutável da existência de um qualquer deus? Quando subterfúgios lógicos tanto permitem afirmá-lo num sentido, como noutro? Quando, dando pelo nome de , se usa um sentimento humano subjectivo e ainda mal estudado como indicador de uma entidade superior? Quando a variedade e distribuição das crenças no mundo indicia relativismo e impõe cautela na entrega absoluta a qualquer delas? Quando a incoerência lógica dos argumentos religiosos revela algo mais de humano do que de divino nas suas instituições? Como aceitar um dogma nessas condições?

Se a mensagem religiosa se perdesse e a crença no divino evanescesse até se esgotar, o que seria do mundo? Revelar-se-ia, o divino, renovando a sua mensagem? Necessitaria ele, porventura, de adoração por parte da criação? Por que são a prostração, a oração, o jejum, a caridade, o sacrifício animal ou a oferenda de víveres, melhores provas de entrega do que a simples vivência humanista despojada de rituais acessórios?

Em suma, haverá outra posição lógica face à crença, do que o cepticismo?

Fevereiro 28, 2006

férias

Fevereiro 20, 2006

teorema de nande